Na noite de sábado (25) o LulzSec anunciou o fim de suas atividades em um comunicado na página oficial do grupo. "Nosso cruzeiro planejado de 50 dias terminou, e agora precisamos navegar para águas distantes, deixando para trás – esperamos - inspiração, medo, negação, felicidade, aprovação, desaprovação, ridicularizarão, constrangimento, reflexão, ciúme, ódio, e até amor", afirmou o grupo.
Mas no domingo o site da Secretaria de Administração do Mato Grosso ficou fora do ar após sofrer um ataque hacker. Além disso, páginas das prefeituras de Belém, Maceió e da Universidade Federal do Paraná também sofreram instabilidades e tiveram supostos dados roubados. Nenhuma autoridade confirmou vazamento de informações sigilosas.
Mesmo com a declaração da matriz internacional de que novos ataques não seriam feitos, o grupo hacker LulzSec Brazil, em conjunto com o Anonymous, convocou hoje (27) uma passeata no mundo real que será realizada em oito cidades brasileiras no dia 2 de julho. Na noite deste domingo (26) trazia um convite para uma série de mobilizações nas seguintes cidades: São Paulo, na Avenida Paulista (Trianon Masp); Rio de Janeiro, da Praça Rui Barbosa até a Câmara Municipal de Petrópolis; Belo Horizonte, na Praça da Liberdade; Brasília, no Congresso Nacional; Vitória, na Avenida Getúlio Vargas; Curitiba, da Praça Santos Andrade em direção ao Palácio das Araucárias; Recife, na Praça Rio Branco (Marco Zero) e Porto Alegre, no Parque da Redenção.
“Por enquanto não tem nenhum ataque programado, estamos fazendo o tutorial para que todos possam participar da segunda fase! Estamos a navegar”, diz o grupo em sua página no Twitter. Na sexta-feira (24) o grupo divulgou vídeos no Youtube com objetivo de mobilizar a população brasileira a lutar contra o governo corrupto e pela liberdade de expressão com protestos e manifestações. As ações seriam realizadas em três fases com início em julho e duração de um ano. Até a tarde desta segunda-feira (27) mais de 130 pessoas no Facebook confirmaram presença no movimento.
Enquanto isso, peritos criminais da Polícia Federal estão reunidos no Instituto Nacional de Criminalística (INC) para definir a forma como será conduzida a investigação sobre os ataques de hackers a sites e instituições ligadas ao governo federal. A Polícia Federal foi acionada na última quarta-feira (22) para entrar no caso. A parte técnico-científica da investigação está a cargo do Serviço de Perícias de Informática (Sepinf) do INC.
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