dezembro de 2010
Os endereços IP usados na Internet atualmente são do tipo IPv4, de 4 octetos. Esses endereços estão acabando devido ao crescimento vertiginoso e descontrolado da Internet.
O problema está relacionado ao protocolo de internet (IP), endereço que indica o local de um determinado equipamento, na maioria computadores e celulares. Quando os chamados IPs foram criados, tinham capacidade para atender quase toda a população mundial. Com o surgimento das tecnologias que permitem que a mesma pessoa utilize mais de um endereço, o número de IPs ficou insuficiente, criando a necessidade de uma transição em massa de todo o sistema mundial.
O órgão que administra esses endereços IP e os distribui pelo mundo inteiro é a Internet Assigned Numbers Authority (IANA). A IANA delega a autoridade de distribuição dos endereços IP para 5 entidades ou áreas da Internet: AfriNIC, APNIC, ARIN, LACNIC e RIPE NCC.
Mais 4 blocos /8 foram atribuídos pela IANA no último dia 30/11. O RIPE recebeu os blocos 5.0.0.0/8 e 37.0.0.0/8 e o ARIN recebeu os blocos 23.0.0.0/8 e 100.0.0.0/8. A IANA possui agora apenas 7 blocos IPv4 /8 disponíveis para atribuição, o que corresponde a apenas 2,73% do total.
Provavelmente, o APNIC receberá mais dois blocos /8 já no início do próximo ano, esgotando por completo o estoque da IANA, visto que, conforme acordado entre os RIRs, quando a reserva de endereços IPv4 da IANA atingir o limite de 5 blocos /8, estes serão imediatamente atribuídos a cada Registro Regional de Internet.
Os endereços IPv4 atribuídos pela IANA podem ser verificados em:
http://www.iana.org/assignments/ipv4-address-space/ipv4-address-space.xml
ESR oferece curso IPv6 Básico em parceria com o NIC.br
O novo protocolo que substituirá o IPv4, a versão 6 dos IPs, é praticamente inesgotável. Quem começar agora pode migrar aos poucos para a nova tecnologia, sem desembolsar muito de uma vez. O diretor de Engenharia e Operações da RNP, Alexandre Grojsgold, dá um conselho aos técnicos e administradores de rede: “esteja pronto. Quando a transição vier, haverá dois tipos de pessoas e empresas no jogo: os que estarão preparados e os que terão que correr para recuperar o atraso. Vai ser bem melhor estar no primeiro grupo”.
Em parceria com o Nic.br, braço executor do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), a Escola Superior de Redes oferece o curso IPv6 Básico, incluindo questões de gerenciamento, segurança e a transição do IPv4 tradicional para o IPv6, assim como o convívio destes protocolos na mesma rede.
Confira a ementa do novo curso:
http://esr.rnp.br/cursos/adr/?curso=adr-007
Texto original:
http://www.ipv6.br/IPV6/ArtigoNoticiasOFimEstaProximo
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